O Deserto do Atacama é uma unanimidade, só escutei opiniões excelentes. Mas ao mesmo tempo não tinha ideia do que iria encontrar. Prepare-se para se surpreender: o Atacama é realmente lindo, com paisagens diferentes a cada passeio e um visual incrível!

Para chegar até lá, a viagem não é das mais rápidas. Eu e meu marido saímos de Guarulhos (SP) em um voo até Santiago, no Chile, com duração de quatro horas. Chegando em Santiago é preciso pegar outro voo até Calama – duração de 2h10. E ainda tem mais… 1h de carro até San Pedro de Atacama, que é a cidade base onde você deverá se hospedar. Este traslado eu contratei diretamente no aeroporto quando cheguei, foi bem fácil. Custou em média 30 dólares o casal para ir e voltar. Mas caso queira sair do Brasil com este traslado contratado, pesquise no hotel em que você irá ficar, eles normalmente indicam uma empresa ou até disponibilizam um veículo para te buscar.

San Pedro de Atacama é uma cidade muito simples, mas que oferece toda a estrutura necessária aos visitantes. Existem desde hotéis luxuosos com diárias de U$ 1.500 até hostels que custam, em média U$20. Portanto, escolha uma opção que caiba no seu bolso.

San Pedro de Atacama (Foto: Sandra Scigliano)
San Pedro de Atacama (Foto: Sandra Scigliano)

Chegando a San Pedro é necessário escolher os passeios que vai fazer. As opções são grandes. Eu já tinha pesquisado pela internet os principais, então cheguei com o mínimo na cabeça, de acordo com os dias que passaria lá, que foram cinco. É o suficiente para ir aos locais mais conhecidos, os “básicos” do Atacama, vamos dizer assim.

Vou contar por onde andamos, mas antes quero fazer um parênteses para falar sobre as agências que fazem os tours. Existem muitas e os preços são bem parecidos; só desconfie do que for muito mais barato! Uma ou outra agência oferece um passeio diferente, mas o que estávamos procurando era oferecido por todos. Acabamos optando pela Vulcano, que não foi uma boa escolha. As vans são velhas, em um dos passeios o pneu furou e o estepe estava vazio!!! Ficamos esperando ajuda, porque o celular não pegava naquele ponto. Além disso, no último dia ninguém apareceu para nos buscar. Ou seja, a Vulcano foi reprovada! O primeiro passeio fizemos com a Grado 10, que foi super pontual e estruturada. Eles, aliás têm um caminhão incrível, que deve fazer toda a diferença nos passeios. Mas… naquela semana estava no conserto.

Importante dizer: os tours variam de preço, pagamos de $15 a U$90 por pessoa/por tour. Este valor vai depender da duração e da distância de cada um. No total gastamos para cinco passeios U$190 por pessoa. Na maioria deles é preciso pagar também pela entrada nos parques. Portanto, contabilize em média, mais U$40 por pessoa, para cinco passeios que foi o que fizemos.

O que fazer no Deserto do Atacama

Como falei anteriormente fizemos os passeios “básicos”, que não se pode deixar de ir. Fomos com um grupo da agência, que passava no hotel, na maioria das vezes, para nos buscar. As agências também oferecem passeios de bicicleta, à cavalo e à pé. Não sei exatamente por onde eles vão, mas se você vai ficar mais de cinco dias no Atacama, vale experimentar pelo menos um deles.

O primeiro tour foi ao Valle de la Luna (Vale da Lua), normalmente feito junto com o Valle de la Muerte que fica ao lado, mas este último estava fechado para entrada de carros, somente poderia ser visitado à pé ou de bicicleta. Posso dizer que no Valle de La Luna você se identifica com aquela paisagem de deserto com a qual pensava que certamente iria encontrar. São diversas montanhas e formações de sal e areia que formam uma belíssima paisagem. Com o visual dos vulcões ao fundo. Sim, o Chile concentra cerca de 2 mil vulcões e alguns deles estão ali, pertinho do Atacama.

 

Valle de la Luna (Foto: Sandra Scigliano)
Valle de la Luna (Foto: Sandra Scigliano)

O silêncio da imensidão do Vale, aliado ao barulhinho do vento no rosto faz com que você perceba que está em um lugar muito especial, de muita energia, que te faz ficar 100% em contato com a natureza. O local é bem quente, talvez por isso os passeios só saiam às 16h. Mas as caminhadas pelas montanhas são tranquilas, sem muita dificuldade e não andamos mais de uma hora.

Valle de la Luna (Foto: Sandra Scigliano)

Muito interessante é a Cuevas de Sal, uma caverna que mais parece um labirinto, na maioria das vezes com corredores bem estreitos e toda feita de sal. Interessantíssimo!

Cuevas de Sal (Foto: Sandra Scigliano)
Cuevas de Sal (Foto: Sandra Scigliano)

Ainda no Valle de la Luna estão as esculturas naturais das 3 Marias. Na verdade são pedras esculpidas pela natureza, que parecem mulheres rezando. A terceira Maria (direita) foi quebrada por um turista que resolveu escalar a escultura e ela se partiu. Para finalizar esse passeio fomos ao topo de uma rocha para apreciar o por do sol. Mais uma vez a natureza nos mostra o quanto é maravilhosa! Os raios de sol colorem todas as montanhas. É um show de tons amarelos e alaranjados de arrepiar!

3 Marias (Foto: Sandra Scigliano)
3 Marias (Foto: Sandra Scigliano)
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Pôr do Sol Valle de la Luna. (Foto: Sandra Scigliano)

No dia seguinte fomos ao Salar de Atacama, Lagunas Altiplanicas e Piedras Rojas. Prestem atenção quando forem fechar este tour, pois nem todas as agências vão a Piedras Rojas, que é o mais lindo do Atacama, imperdível!

Salar de Atacama (Foto: Sandra Scigliano)
Salar de Atacama (Foto: Sandra Scigliano)

Este passeio dura o dia inteiro, pois é distante de San Pedro e nele está incluído café da manhã e almoço. Nossa primeira parada foi no Salar do Atacama, o 3o maior do mundo, que conta com a Lagoa Chaxa. É um visual incrível do sal petrificado no chão, com a lagoa no meio, onde podemos ver alguns flamingos. Depois partimos para as Lagunas Altiplanicas, que são duas: Miscanti e Miñiques. Com os vulcões nevados no cume lá atrás e a água parada formando um espelho d’água, o visual é incrível.

Lagunas Altiplanicas (Foto: Sandra Scigliano)
Lagunas Altiplanicas (Foto: Sandra Scigliano)

Já achando a paisagem das Lagunas maravilhosa, pensei que não pudesse encontrar um visual que me deixasse ainda mais embasbacada. Mas encontrei: Piedras Rojas. É indescritível, espetacular! Parece um quadro, com as cores milimetricamente pensadas e desenhadas. Mas não, aquela paisagem é real. A cor da água eu nunca tinha visto igual! Apesar das fotos não conseguirem expressar a emoção de estar ali e não captarem toda a beleza do lugar é possível ter ideia de quanto ele é MARAVILHOSO!

Piedras Rojas (Foto: Sandra Scigliano)
Piedras Rojas (Foto: Sandra Scigliano)

Ainda com a bela paisagem de Piedras Rojas na cabeça, o terceiro dia começou bem cedo, às 5h. Era o dia de conhecer os Geisers Del Tatio. O motivo de ser tão cedo e ainda enfrentar um frio de lascar é porque os Geisers ficam a quase 2 horas de San Pedro (bom para poder dormir mais um pouquinho na van) e também porque é importante chegar lá antes do sol nascer. Chegamos ao campo geotérmico e a temperatura não estava pra brincadeira: 9° negativos! UAU! Eu, que gosto de calor, confesso que sofri um pouco, mas o passeio em si acaba te distraindo e quando o sol nasce, a temperatura sobe rapidamente. Mas não espere que esquente muito, pois estamos a mais de 4.300 metros de altitude. Quando partimos, a temperatura deve ter atingido uns 5°C, segundo o guia, o que já fez uma enorme diferença!

Os Geisers são lençóis subterrâneos com temperatura de 86°C, que provocam explosões de até 10 metros de altura. A água, ao entrar em contato com o ar externo gelado, se transforma em vapor e nos mostra este visual lindo das fotos. É bem interessante, bonito de se ver, principalmente com os primeiros raios do sol refletidos no vapor. O campo é relativamente grande e é possível caminhar entre os diversos geisers.

Geisers del Tatio (Foto: Sandra Scigliano)
Geisers del Tatio (Foto: Sandra Scigliano)

Para coroar este passeio tão diferente existe uma “piscina” de água quente do próprio lençol subterrâneo, onde os turistas podem se banhar. É um desafio porque a temperatura externa continuava bem gelada e a água, nem tão quente assim.. É só para os fortes!

Piscina - Geisers del Tatio (Foto: Sandra Scigliano)
Piscina – Geisers del Tatio (Foto: Sandra Scigliano)

No mesmo dia fomos às lagunas Cejar e Tebinquinche, passando pelos Ojos Del Salar. Sim, existem mesmo muitas lagoas no deserto. Isso faz do Atacama um lugar super especial, sem dúvidas! A Cejar é bastante curiosa. Além de extremamente gelada, possui um nível de salinidade muito alto, chegando a ser comparada ao Mar Morto. Portanto, se você conseguir se molhar da cintura pra cima, aproveite para flutuar! Devido ao alto teor de sal, o corpo boia sem muito esforço, chega a ser relaxante. Na saída é possível retirar o sal com água doce, já que o corpo fica todo branco, de tanto sal.

Laguna Cejar (Foto: Sandra Scigliano)
Laguna Cejar (Foto: Sandra Scigliano)

Andando mais alguns minutos chegamos aos Ojos Del Salar, duas lagoas circulares e próximas uma da outra. Como o nome já diz, elas parecem dois olhos no meio do deserto. Aqui não estava permitido o mergulho, ficamos só apreciando a paisagem e curtindo a brisa.

Ojos de Salar (Foto: Sandra Scigliano)
Ojos de Salar (Foto: Sandra Scigliano)

A última parada deste tour contempla a Laguna Tebinquinche. Mais do que esta lagoa, todo o visual ao redor surpreende. Primeiro porque estamos perto do por do sol, que começa a “alaranjar” todas as montanhas e vulcões ao redor. A paisagem é muito diferente. Andando próximos a lagoa, por boa parte da sua extensão o barulho é o do vento e da nossa pisada nas pedras pelo caminho… Você fica procurando o melhor ângulo para uma foto e quando anda mais um pouco, percebe que pode fazer outra foto melhor ainda! O Atacama é assim…

Laguna Tebinquinche (Foto: Sandra Scigliano)
Laguna Tebinquinche (Foto: Sandra Scigliano)

Nosso último passeio foi ao Salar de Tara. Uma viagem longa (cerca de 1h30), de um dia inteiro, que chega perto da fronteira com a Bolívia, a mais de 4 mil metros de altitude. Mas vale cada minuto. A primeira parada é para tomarmos o café da manhã, praticamente aos pés do grande vulcão Licancabur. O visual, mais uma vez, impressiona!

Café da Manhã, Salar de Tara. Ao fundo o vulcão Licancabur. (Foto: Sandra Scigliano)
Café da Manhã, Salar de Tara. Ao fundo o vulcão Licancabur. (Foto: Sandra Scigliano)
Salar de Tara (Foto: Sandra Scigliano)
Salar de Tara (Foto: Sandra Scigliano)

Chegando ao Salar é possível ver uma diversidade enorme de esculturas naturais que, segundo o guia são erupções vulcânicas. Elas são enormes e realmente parecem obras de algum artista. O restante do passeio foi dividido por diversas paisagens, penhascos, paredões de rochas e, claro, lagoas com flamingos! Acho que as fotos podem expressar pelo menos um pedaço da grandiosidade do Salar de Tara.

Esculturas Salar de Tara (Foto: Sandra Scigliano)
Esculturas Salar de Tara (Foto: Sandra Scigliano)

Outros passeios

Nosso último passeio seria para o Vale do Arco Íris, mas como comentei anteriormente, a agência não passou para nos buscar. Pensando pelo lado bom é um ótimo motivo para voltar ao Atacama!

Nos contaram que o Vale do Arco Íris tem um lado arqueológico com desenhos de ancestrais, além de areias coloridas (daí o nome). Outro tour que me pareceu divertido é para as Termas de Puritama, que são piscinas naturais quentes – um passeio que deve se parecer com um SPA, para relaxar.

Ouvimos falar também do Tour Arqueológico, Trekking no Vale dos Cactus e ainda um tour astronômico, já que o céu do Atacama é o mais estrelado que você vai encontrar na sua vida! Lá no deserto existem grupos do mundo todo que estudam os astros. Não dou mais detalhes sobre eles porque não conseguimos fazer nenhum, por falta de tempo.

Dica importante

Quando estava pesquisando sobre o Atacama, li em alguns blogs a frase “não subestime o deserto, vá preparado”. E é verdade! A umidade, que chega a 6%, machuca o seu corpo!! Portanto é FUNDAMENTAL levar: protetor labial, protetor solar, boné/chapéu e roupas de frio e de calor. O início da manhã é muito frio, principalmente em lugares de altitude elevada. A medida que chega o meio do dia faz muito calor. Portanto, como todo mundo diz, opte pelo efeito cebola: se agasalhe bastante e vá tirando as peças a medida que o tempo esquenta. O frio é pra valer, venta muito, não é brincadeira. Leve seus agasalhos mais pesados! E também é importante: beba muita água, muita mesmo. Será preciso levar uma garrafa de 1,5 litros em todos os passeios, pois não é possível comprar em nenhum lugar. E de resto… é só aproveitar o visual, o Atacama é inesquecível!

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Sou jornalista e, como a maioria das pessoas nesta profissão, amo escrever. O assunto? Todos! Claro que existem os que tenho maior facilidade ou afinidade. Viagens é um deles! Primeiro porque é possível relembrar cada passeio, cada emoção… E segundo porque dá vontade de viajar mais e mais! Em família, em casal, em turma… Viajar é uma experiência tão particular de cada um, mas emocionante pra todos. Embarque com o Viagens em Detalhes, assim como eu embarquei…

6 COMENTÁRIOS

  1. Viajei JUNTOOOO! Que fotos lindas!!! Não consegui escolher o mais bonito!!! Guardei todas as didicas pra quando for minha vez de me perder pelo deserto! Adorei o textus 😉

  2. Bom dia, gostaria de receber dicas de passeio para Santiago- Chile, onde ficar e o que fazer para aniversario de casamento.(Abril).

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